sobre desenhar personagens

(e mais fofoca da campanha de financiamento do meu livro novo.)

não é a primeira vez que eu invento de desenhar meus personagens. ninguém acredita muito mas minha imaginação é meio curta: péssimo pra visualizar as coisas na cabeça e preciso sempre de ajuda visual, mesmo quando estou descrevendo algo na escrita. aí que desenhar personagem também não é um troço muito fácil, principalmente porque eu não sei bem como eles são, pra além do que está no texto.

há exceções, claro. porque algum personagem nasceu de uma pessoa real, ou uma pessoa real apareceu de repente e eu tive certeza de que era bem daquele jeito que eu imaginava o tal do personagem. mas na maioria das vezes os personagens são só texto, massa amorfa na cabeça de um autor com algo de afantasia.

então eu invento de desenhar personagens.

ilustração simples com traçado negro de dois adolescentes correndo lado a lado, alegres, vestindo camisa listrada de branco e azul-celeste, que é também a única coisa colorida na imagem inteira.um Téo adolescente… e quem? (quem já leu Trégua saberá)

obviamente nunca fico satisfeito com o resultado.

tem uma edição do zine RABISCOLOGIA sobre esse processo de desenhar e desistir e tentar outra vez. dá pra fazer o download do pdf.

ilustração em preto e branco da cabeça de um homem de perfil, quase de costas, deixando ver um pedaço de machucado em volta do olho e da boca.

depois pras recompensas da campanha de financiamento do livro NORTE fiz um monte de ilustrações – a maioria sem mostrar a cara de ninguém, porque me parece presunçoso esse negócio de dizer pro leitor como é que tem que imaginar personagem. ou porque eu nunca fico satisfeito com o resultado, e na minha cabeça essas pessoas têm feições indefinidas, imprecisas, fugidias.

pra campanha de ESTILHAÇO estou preparando mais ilustrações

e cards de personagem.

pensei em fazer os cards sem mostrar rosto de ninguém, mas queria saber a opinião de vocês. a ideia é criar imagens que representem o personagem de alguma forma, pelos gestos. a ideia é que talvez isso seja mais significativo do que um rosto mais ou menos genérico, ou um rosto que amarre o leitor numa ideia distorcida de como aquela pessoa tem que ser.

mas também: capaz as pessoas gostem de saber como o autor imagina o próprio personagem.

capaz a maioria das pessoas não seja como eu que mesmo com ilustração e “fotografia” sou incapaz de fixar na memória as feições de uma pessoa imaginária.

capaz as pessoas que escolhem a recompensa com os cards queiram isso mesmo: botar um rosto por cima da descrição textual?

enquanto isso, vai olhar a campanha de ESTILHAÇO e escolher sua faixa de recompensa, pra levar o livro e quem sabe uns cards

ou todos os cards.

campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço

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